terça-feira, 10 de julho de 2007

Casa...

ihihihiihihihih VISEU TEM UM COMBOIO! ihhiihhiihihhi

Ok. Ok. É um daqueles pequenininhos para levar pessoas a passear, mas e depois?
Temos um comboio.. Temos um comboio ;)

Eis a -> rota <-

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É tão estranho e inaceitável quando não nos sentimos em casa estando precisamente dentro dela.
É tão incrivelmente estúpido quando uma pessoa consegue saber a casa, e no entanto a nossa própria casa não.
É idiótico quando os amigos parecem conhecidos e os conhecidos amigos de há séculos..

Sinto-me uma e.t. no meu próprio planeta. Uma criança que se perdeu dos pais num lugar enorme, distante e desconhecido. Alguém que mudou de continente, por algum motivo e nada conhece. Alguém que quase não se reconhece.
Alguém que ao olhar para a coisa mais comum, a qual já vê a séculos, nem sequer tão pouco a considera familiar.
Se calhar fui raptada por E.T.s, e estes fizeram-me uma lavagem cerebral e voltaram-me a devolver ao meu canto. Já não me sinto disposta a aturar um certo número de coisas, não que eu alguma vez tenha sido muito tolerante, mas pelo menos tentava sê-lo. Agora, quase que nem isso consigo. Existe um certo número de coisas que me deixam na dúvida, a imaginar se's e porque's.

O que me fizeram? Em que armário me esconderam? Ninguém muda assim tanto de um dia para o outro. A menos que andassem a existir um X número de mudanças, das quais eu n dei conta.. e que, de um momento para o outro armaram um motim e fizeram hijack ao meu antigo eu. E eis que aparece um novo eu que nem sequer conhece os seu próprios limites. Que tem medo de si próprio. E que tá com vontade de partir um certo modem porque a net foi abaixo :ª

Que mundo é este e quem sou eu? Que estou aqui a fazer quando não me parece que sequer pertença aqui. Olho para a televisão, mas não vejo nada. Só olho, e penso em nada. Vou até à minha tão querida varanda e nem ela me diz nada. As paredes não me respondem. Será que estou num mundo paralelo? Será que o meu outro eu resolveu trocar de lugar comigo e deixou-me aqui e eu nem disso consigo dar conta.
De facto existem inúmeras coisas muito estranhas.. demasiado familiares até que não encaixam neste preciso momento, será que é isso que me faz pensar e sentir que não estou em casa, e que eu não sou eu.

Que este eu é outro eu qualquer que foi trocado.

vem fazer de conta, eu acredito em ti!

Era tudo quando ela me dizia bem vindo a casa numa voz bem calma
acabado de entrar pensava como reconforta a alma
nunca tão poucas palavras tiveram tanto significado
de repente, era assim do nada como um ser iluminado
tudo fazia sentido, respirar fazia sentido, andar fazia sentido
todo o pequeno pormenor em pensamento perdido
Era isto que realmente importava não qualquer outro tipo de gratificação
não o que se ganhava, não o que diziam de nós, não, não, não
Um novo carro, uma boa poupança, nem sequer a família ou a tal aliança
Nada, apenas duas palavras, um artigo formavam resposta universal
A minha pedra filosofal, seguia para dentro do nosso pequeno universo
um pouco disperso, pronto, disponível para ser submerso
Naquele mar de temperatura amena que a minha pequena abria para mim
Sempre tranquila e Serena

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nem no que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Como queremos nós ter um sorriso maior.

Bem vindo a casa dizia quando saía de dentro dela
Bonito paradoxo inventado por aquela dama bela
Em dias que o tempo parou, gravou, dançou
Não tou capaz de ir atrás mas vou, por ti sou
Trapalhão, perdi a chave, nem sei o meu caminho
Nestes dias difusos em que ando sozinho, definho
À procura de uma casa nova, do caixão até ah cova
O percurso é duro, em toda a linha sempre à prova.

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nem no que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Como queremos nós ter um sorriso maior.

Por isso escrevo na esperança que ela ouço o meu pedido
de desculpas, de socorro, de abrigo, não consigo
ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade do meu lado
da minha casa, doce casa, já ouviram falar?
é o refugio de uma mulher que Deus ousou criar
com o simples e único propósito de me abrigar
Não vejo a hora de voltar lá para dentro
Faz frio cá fora, faz tanto frio cá fora
que eu já não vejo a hora.

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nem no que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Como queremos nós ter um sorriso maior.


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