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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Em troca de um coração

"Deixei de respirar. No ano passado, Claire aprendeu na escola que havia partes inteiras do cérebro dedicadas a actos involuntários como a digestão e a absorção de oxigénio, o que era muito engenhoso a nível evolutivo; mas, no entanto, estes sistemas podiam falhar devido às coisas mais simples: amor à primeira vista; actos de violência; palavras que não desejávamos ouvir."

e


"As tuas mãos eram como beija-flores ou borboletas "fica connosco Lucius" disseste, mas era cada vez mais difícil ouvir-te e só conseguia sentir as tuas mãos como beijaletas, os teus dedos como borboflores."


Jodi Picoult

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

[italico]"Mercy"[/italico]

"I'd love you if you just sat in a chair all day."

"Other than that, he didn't much see how the punishment would differ:
a life sentence that made the limits of your world a prison,
or the prison your world became when your sentence was simply to live."

Jodi Picoult

[italico]"O amor é fodido"[/italico]


"Quanto mais vou sabendo de ti, mais gostaria que ainda estivesses viva.
Só dois ou três minutos: o suficiente para te matar.
Merecias uma morte mais violenta.
Se eu soubesse, não tinha deixado suicidar com aquelas mariquices todas.
Aposto que não sentiste quase nada."


"O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará,mais tarde ou mais cedo por ser fodido.
É melhor que morrer. Há coisas como o àlcool e os livros, que continuam boas. A morte é mais aborrecida.
Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisas mais bonita do mundo."

"Quanto mais longe, mais perto me sinto de ti, como se os teus passos estivessem aqui ao pé de mim e eu pudesse seguir-te e falar-te e dizer-te quanto te amo e como te procuro, no meio duma destas ruas em que te vejo, zangado de saudade, no céu claro, no dia frio. devolve-me a minha vida e o meu tempo. Diz qualquer coisa a este coração palerma que não sabe nada de nada, que julga que andas aqui perto e chama sem parar por ti..."

Miguel Esteves Cardoso


P.S.: Rais parta o blog q nao me deixa por títulos em itálico ;p

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O amor é fodido.


"Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende. Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve. Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. [...] Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei. O romance que escrevi, escrevi-o para quem não quer saber dos amores ou das histórias de ninguém. Não contei nem inventei nada. Não usei nem pessoas nem personagens. Fugi. Quis mostrar que pertencia ao mundo onde o amor, como as histórias e os romances, existem só por si. Como se me dirigisse a alguém. Outra vez. É sempre arrogante e pretensioso escrever sobre uma coisa que se escreveu. Apenas posso falar do que foi a minha vontade: escrever sobre o amor, sem traí-lo, defini-lo ou magoá-lo; deixando-o como era, antes da primeira palavra que escrevi. Seria inadmissível pôr-me aqui a cismar se consegui ou não fazer o que queria. Como seria dizer que não sei. Sei. Sei que não consegui. Só espero não tê-lo conseguido bem."
Miguel Esteves Cardoso in O amor é fodido.

sábado, 30 de agosto de 2008

Forever you and me


"I once heard someone on a bus say that
this guy has gotten under her skin. And
it struck me as a remarkable thought -
that someone would affect you so deeply
they'd always be a part of you.
There's an image that goes with that
phrase: something fluid and warm that
starts at your heart and spreads all the
way out to your fingertips and your toes,
carried by the blood.
This girl on the bus, she said she
couldn't stop dreaming about this man.
She said she wouldn't be the person she
was now if she hadn't met him.
Under the skin, she said.
And I started thinking."
Jodi Picoult, Mercy



cause even the impossible
is easy when we got each other..

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Welcome to my life


"Once, in the middle of a very boring meeting,
I thought of what it would be
like to see you again. I was nervous just
imagining it. I started to sweat. I
could not control myself. I actually had to leave.
I stood in the parking lot with a
the attendants looking at me as if I
was losing my mind, and I gulped in
the air until I felt better. I went back
into the meeting, thinking:
I would kill to hold you again."
Jodi Picould, Mercy



Do you ever feel like breaking down? 
Do you ever feel out of place?
Like somehow you just don't belong
And no one understands you

Do you ever want to run away?
Do you lock yourself in your room?
With the radio on turned up so loud
That no one hears you screaming

No you don't know what it's like
When nothing feels alright
You don't know what it's like
To be like me

To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Welcome to my life

Do you wanna be somebody else?
Are you sick of feeling so left out?
Are you desperate to find something more
Before your life is over?

Are you stuck inside a world you hate?
Are you sick of everyone around?
With their big fake smiles and stupid lies
While deep inside you're bleeding

No you don't know what it's like
When nothing feels alright
You don't know what it's like
To be like me

To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Welcome to my life

No one ever lied straight to your face
And no one ever stabbed you in the back
You might think I'm happy
But I'm not gonna be ok
Everybody always gave you what you wanted
You never had to work
It was always there
You don't know what it's like
What it's like

To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like (what it's like)

To be hurt
To feel lost
To be left out in the dark
To be kicked
When you're down
To feel like you've been pushed around
To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No you don't know what it's like
Welcome to my life

Welcome to my life
Welcome to my life
Simple Plan - Welcome to my life





I've been wondering..
Would you run away with me?


P.S.: Foto tirada na figueira, pr'ai no dia 4 de Agosto.
P.P.S.: Tks Roberto q foi no teu blog que me lembrei que esta musica existia :) U rock =)

sábado, 21 de junho de 2008

o lado quente da saudade


"E eu quero brincar às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas e dizer que gosto dos teus sapatos e sentar-me nos degraus enquanto tu tomas banho e massajar o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo no Rudy e falar sobre o dia e passar à máquina as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranóia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos, ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e levantar-me para te ir buscar café e brioches e folhados e ir ao Florent beber café à meia-noite e tu a roubares-me os cigarros e nunca conseguir achar sequer um fósforo e falar-te sobre o programa de televisão que vi na noite anterior e levar-te ao oftalmologista e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer o quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço dos teus peitos do teu rabo e sentar-me nos degraus e fumar até o teu vizinho chegar a casa e se sentar nos degraus a fumar até tu chegares a casa e preocupar-me quando estás atrasada e ficar surpreendido quando chegas cedo e dar-te girassóis e ir à tua festa e dançar até ficar todo negro e pedir desculpa quando estou errado e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustado quando estás zangada e um dos teus olhos vermelho e o outro azul e o teu cabelo para a esquerda e o teu rosto para oriente e dizer-te que és lindíssima e abraçar-te quando está ansiosa e amparar-te quando estás magoada e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e babar-me para o teu peito e cobrir-te à noite e ficar frio quando me tiras o cobertor e quente quando não o fazes e derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender por que é que pensas que te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e pensar como é que tu podes achar que que eu alguma vez te podia deixar e pensar em quem tu és mas aceitar-te na mesma e contar-te sobre o rapaz da floresta encantada de árvores anjo que voou por cima do oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar por que é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e querer comprar-te um gatinho do qual teria ciúmes porque teria mais atenção que eu e atrasar-te na cama quando tens de ir e chorar como um bebé quando finalmente vais e ver-me livre das baratas e comprar-te prendas que tu não queres e levá-las de volta outra vez e pedir-te em casamento e tu dizeres não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vaguear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e querer aquilo que queres e achar que me estou a perder mas saber que estou seguro contigo e contar-te o pior que há em mim e tentar dar-te o meu melhor porque não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesto porque sei que preferes assim e pensar que acabou tudo mas ficar agarrado a apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem eu sou e tentar chegar mais perto de ti porque é maravilhoso aprender a conhecer-te e vale bem o esforço e falar mau alemão contigo e pior ainda em hebreu e fazer amor contigo às três da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira transmitir algum do esmagador , imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, desafiante, contínuo e infindável amor que tenho por ti. (...)"
~Sarah Kane~

Sei que já não é primeira vez que ponho isto aqui.
Mas.. é isto que eu quero. Um amor.
Um amor tão grande que na tentativa de descreve-lo, nem se faz uma única pausa.

Não sei porque me lembrei disto agora mas pronto.

Amanhã vou a uma feira medieval Lalalala :)
E já que hoje é dia de repetições, aproveito e repito a musica também.!


Mafalda Veiga - Fim do dia (no lado quente da saudade)

domingo, 25 de maio de 2008

Restolho


Ando meia perdida num livro (Mercy, de Jody Picoult), e uma das personagens (quando acabar de ler faço-vos um resumosito), afirma convictamente que numa relação em que ambos se amem, o 'tamanho' do amor é diferente, nunca é 50-50. Pode ser 60%/40%, 70%/30% e é claro inumeros outros valores mas nunca igual.

Ao ler isto, parei a leitura e meditei sobre o assunto. Que tipo de amor será o meu?
Será a maior ou a menor parcela? Pensei no passado, e no presente, e nunca as parcelas foram iguais e apesar de em algumas ter sido eu a gostar menos (pelo menos é o que me parece quando penso nisso), tenho a certeza que sou eu, quase sempre, que gosto mais, que me entrego mais, que 'faço' mais.

Apesar de nem sempre ser eu a primeira a apaixonar-me, sou eu que me entrego de corpo e alma, porque acho que é assim que deve ser feito. Sou eu que tento todos os dias fazer algo pra trazer um sorriso a alguém. Sou eu que tento sempre que os outros não percam o sorriso que trazem. Mesmo que apenas goste (e não ame) a pessoa em causa.

Gosto que quando as pessoas (uma de cada vez) estão comigo estejam bem, se sintam bem, estejam felizes, faço tudo para arrancar sorrisos num dia cinzento. Não consigo deixar de ser assim. E, de certa forma não me arrependo. (:

Foi perdida nestes pensamentos e lembranças que me lembrei que isto não só se aplica numa relação amorosa. Também se aplica na amizade. Aplica-se em quase tudo no dia a dia. A principal diferença é que as percentagens podem atingir valores mais baixos. Digamos que numa relação 95%-5%, de um lado possivelmente já não é só amizade ou então já não iria querer saber da outra pessoa para nada, visto que ela quase não lhe passa cartão, e podemos ainda por em causa se será de facto amiga da pessoa que tem a parcela de 95%. Acho que é nestas alturas que nos apaixonamos, e caso a outra pessoa se apaixone de volta, será sempre a parcela maior a permanecer maior.

No meio disto tudo, é claro que nos questionamos se isto será justo. Possivelmente não é. Não considero injusto também. O facto de amarmos alguém 60%, e esse alguém nos ame apenas 40%, não significa nada, e, correndo o risco de ser lamechas, essa pessoa poderá continuar a amar-nos com todo o seu ser, simplesmente tem menos capacidade. Apenas significa que nós amamos mais, que possivelmente sofreriamos mais, não necessáriamente que façamos mais pela outra pessoa, tal não está implicado ainda que seja o mais provavel.

Penso que quem tem a menor parcela também é provavelmente o que trai. Não obrigatoriamente!! Apenas quero dizer que, numa relação, consideranto que a relação corresponde a 100%, a pessoa cuja parcela é inferior a 50%, das 2, caso exista uma traição, será essa pessoa a faze-la.

Ainda assim questiono-me se isto é possivel fazer, atribuir percentagens ao amor.
É certo que existe alguém que ame mais, mas daí a meter-lhe uma percentagem é tornar algo inexplicavel quase num facto matemático/cientifico quando, no meu ver, não é assim tão simples.

É nesta altura que me questiono e vos questiono a voces também:
Até onde seriam capazes de ir por amor? Seriam capazes de matar o objecto do vosso amor porque ele assim vos pede?

E deixem-me explicar, o livro (ainda por acabar), fala de um Assassinio de grau 1 (Murder 1). O marido mata a esposa a seu pedido. A esposa sofria de cancro e estava a mata-la aos poucos, começou no seio, segui-se para o cerebro onde a privou da sua visão, sabendo-se lá onde ia atacar a seguir, a esposa não queria morrer assim, não queria sentir-se a ir aos poucos, não queria passar por aquilo, e faz o pedido ao marido, que ele concretiza.

Será que ele a amava muito ou pouco?
Quer dizer, muitos de nós se calhar optavamos por vê-la morrer aos poucos com a justificação que ao menos continuava connosco, mas não seria isso egoismo puro da nossa parte?
Obrigar alguém a sofrer porque a queremos do nosso lado?

O que vocês fariam em tal situação?

Na minha opinião, não me vejo a ser capaz de tirar a vida de alguém, mesmo sendo a vida de um desconhecido. Seria eu capaz de matar a minha cara metade só porque ele me pedia? Sendo isto algo que muito provavelmente nunca terei que enfrentar, atrevo-me a dizer que não. Mas não sei até que ponto será um não 100% certo. Tendo em conta que acho que nunca amei realmente, pergunto-me se isto não será dito da boca pra fora, e se ao amar, não seria eu capaz de fazer realmente tudo (inclusivé matar pela pessoa em questão).

Bem, vá contribuam aí com opiniões, vamos lá ver se consigo voltar a trazer a inspiração voltar à vida.
Já agora, resolvi começar com uma rubrica, e só para o Niu não dizer que o copio, a rubrica sairá todas as terças (se isso me for possivel) e ainda não lhe escolhi o titulo, mas será sobre livros, essencialmente livros que li, outras alturas talvez apenas livros que me falaram e etcs. Como ler um livro nem sempre é algo que se faça de um dia pró outro, e como os livros também estão caros, não prometo que seja algo semanal. Mas vamos lá ver como isto corre :) Vamos lá ver se ao menos faz com que isto esteja menos tempo parado.


Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário

Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração

Mafalda Veiga - Restolho


P.S.: Ia-me esquecendo de vos fazer raiva, terça feira vou ver a selecção!!!!!! :D lalalalalaaaa
AI Miguel Veloso, Miguel Veloso ;P (no meu caso com ele a relação é 100/0, visto que ele nem sabe q eu existo! LOl ;P )

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Rocket man



Apagar
"Escrevia uma página.
Relia-a e cortava logo alguns parágrafos. Voltava a lê-la e tirava algumas frases. Depois ia às palavras. Reparava na inutilidade de muitas e extraía-as. O que se encontra após uma vírgula também podia desaparecer. Um ponto e vírgula geralmente indicia a ineficácia das frases que une, e eram retiradas.
Continuava durante algum tempo.
Se não fosse a sua mulher roubar-lhe a página, restaria uma palavra, ou talvez nada.
Ele precisava tanto de escrever como de apagar o que escrevia".

Pedro Paixão, "Vida de Adulto"

Eu sou assim, numa versão um pouco mais radical.
Escrevo inúmeros, e longos, posts, que acabo por nunca comentar.
Chego a guarda-los nos rascunhos.
Até a próxima vez em que me sinta capaz (ou com necessidade, ou até com vontade, ou simplesmente porque tenho algo que quero partilhar) de escrever, e aí, 1º escrevo o novo post, independentemente de o publicar ou de se tornar mais um na pilha de rascunhos, elimino o anterior, sem sequer me dar ao trabalho de o ler.

Há coisas que não é suposto relermos, ou reencontrarmos, ou ainda revivermos.
É a isto que chamamos de esqueletos no armário.





P.S.: A musica está ali, porque estava a passar na tv, a primeira vez que li o texto.
P.P.S.: A falta de posts e de comentários na maioria dos blogs que geralmente comento, deve-se a uma desinspiração aguda que apanhei no outro dia, enquanto andava a passear na rua, e que ainda não consegui curar.
P.P.P.S.: Anabela, adorei o comentário. Obrigado :)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

No man's land




"E eu quero brincar às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas e dizer que gosto dos teus sapatos e sentar-me nos degraus enquanto tu tomas banho e massajar o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo no Rudy e falar sobre o dia e passar à máquina as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranóia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos, ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e levantar-me para te ir buscar café e brioches e folhados e ir ao Florent beber café à meia-noite e tu a roubares-me os cigarros e nunca conseguir achar sequer um fósforo e falar-te sobre o programa de televisão que vi na noite anterior e levar-te ao oftalmologista e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço dos teus peitos do teu rabo
e sentar-me nos degraus e fumar até o teu vizinho chegar a casa e se sentar nos degraus a fumar até tu chegares a casa e preocupar-me quando estás atrasada e ficar surpreendido quando chegas cedo e dar-te girassóis e ir à tua festa e dançar até ficar todo negro e pedir desculpa quando estou errado e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustado quando estás zangada e um dos teus olhos vermelho e o outro azul e o teu cabelo para a esquerda e o teu rosto para oriente e dizer-te que és lindíssima e abraçar-te quando está ansiosa e amparar-te quando estás magoada e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e babar-me para o teu peito e cobrir-te à noite e ficar frio quando me tiras o cobertor e quente quando não o fazes e derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender por que é que pensas que te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e pensar como é que tu podes achar que que eu alguma vez te podia deixar e pensar em quem tu és mas aceitar-te na mesma e contar-te sobre o rapaz da floresta encantada de árvores anjo que voou por cima do oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar por que é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e querer comprar-te um gatinho do qual teria ciúmes porque teria mais atenção que eu e atrasar-te na cama quando tens de ir e chorar como um bébé quando finalmente vais e ver-me livre das baratas e comprar-te prendas que tu não queres e levá-las de volta outra vez e pedir-te em casamento e tu dizeres não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vaguear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e querer aquilo que queres e achar que me estou a perder mas saber que estou seguro contigo e contar-te o pior que há em mim e tentar dar-te o meu melhor porque não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesto porque sei que preferes assim e pensar que acabou tudo mas ficar agarrado a apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem eu sou e tentar chegar mais perto de ti porque é maravilhoso aprender a conhecer-te e vale bem o esforço e falar mau alemão contigo e pior ainda em hebreu e fazer amor contigo às três da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira trasmitir algum do esmagador , imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, desafiante, contínuo e infindável amor que tenho por ti. (...)"
~Sarah Kane~

sábado, 29 de dezembro de 2007

Nineteen Minutes




"Em dezanove minutos podemos cortar a relva do jardim, pintar o cabelo, assistir a um terço de um jogo de hóquei. Em dezanove minutos podemos fazer scones ou arranjar um dente no dentista; podemos dobrar a roupa de uma familia de cinco pessoas.
Dezanove minutos foi o tempo necessário para que os Tennesse Titans esgotassem os bilhetes para as finais. É a duração de um episódio de uma série cómica, sem contar com os anúncios. É a distância de automóvel entre a fronteira de Vermont e a cidade de Sterling, no New Hampshire.
Em dezanove minutos podemos encomendar uma pizza e recebê-la em casa. Podemos ler uma história a uma criança ou mudar o óleo do carro. Podemos andar um quilómetro e meio. Podemos coser uma bainha.
Em dezanove minutos podemos parar o mundo, ou podemos simplesmente saltar para fora dele. En dezanove minutos podemos vingar-nos."

Jodi Picoult ~Dezanove Minutos




O livro que eu estou a ler, que não é todo lido em 19 minutos.



/tink @ neverland, AftW.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

From all the sad words of tongue or pen the saddest are these: «it might have been».

If

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise:

If you can dream--and not make dreams your master,
If you can think--and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools:

If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings--nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And--which is more--you'll be a Man, my son!

If, Rudyard Kipling



Porque todos nós somos constantemente assombrados por SE's. E porque a maior parte
das vezes não sabemos que se nos vai levar ah meta desejada. Porque todos nós temos duvidas
e porque o que não falta são pessoas que nos façam duvidar de nós.


Por isso, espero que nunca tenham medo de arriscar... Porque um "poderia ter sido" é mil vezes pior do que cair e bater com a cabeça no chão. ^^

A frase em cima foi dita em tempos no frasier..
Foto tirada pelo meu pai, ahs minhas duas pekerruxas ^^, o poema descobri-o no livro de Helen Fielding, Bridget Jones' Diary.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

A Lua


A Lua (dizem os ingleses)
É feita de queijo verde
Por mais que pense mil vezes
Sempre uma ideia se perde.

E era essa, era, era essa
Que haveria de salvar
Minha alma da dor da pressa
De... não sei se é desejar.

Sim, todos os meus revezes
São de sentir pensando
A Lua (dizem os ingleses)
É azul de quando em quando.


Fernando Pessoa

:) Espero que gostem, por hoje é mais do que suficiente..
Já agora, a foto foi tirada por mim, hoje (29-06-2007 @ 02:49)
Sex & the City is on =P

We'll see ourselves in another life, when we both are cats.
Vanilla Sky